Ensaio crítico sobre A night in Tunisia do Jazz Belém; Há uma mudança de harmonia e de ritmo. O clique afrocubano cai em direção as tendências do cool jazz. A harmonia tradicional da música de Gillespie, começa com a seqüência de Eb7 (Mi bemol com sétima) e Dm7(Ré menor com sétima), que consiste harmonicamente falando em um sub 5 de um sexto grau relativo menor natural. A função de um dominante substituto, é criar o mesmo trítono do dominante convencional, e criar função de atrito em busca de um repouso na resolução. Justamente por isso, decidi incluir um dos meus acordes favoritos e mais presentes no meu pensamento musical. Substituo o Eb7, pelo Eb7M com função de acorde subdominante. No caso acabo por fazer o modo lydio e o frygio, aos não acostumados com a nomenclatura, o terceiro e o quarto grau de uma escala maior. Assim podemos por exemplo improvisar em arpejos de brooken chord em sol menor ou em Dm6. Inversões de acordes, e alterações de distancias de pentatonicas. Um detalhe curioso é notar que o há uma organização natural do posicionamento do som, e o Alexandre no caso, não sabia o tema, o que não impediu um dialogo entre a melodia original, os improvisos e os diálogos entre sax e piano, com algumas pequenas alterações rítmicas ou de efeito simétrico. A idéia de fazer a introdução de 2 5 do Dm7 na introdução não lembro de quem foi, repetimos por quatro vezes, Com viradas de resposta do piano enquanto baixo e sax mantinham basicamente a mesma linha melódica que o piano comentava fraseando paralelamente harmonizando com as superposições em 3 vozes de terça sétima e tensão. No caso, foi junto com a gravação de All of Me, a tentativa mais de execução com sensibilidade por parte dos músicos que me acompanharam. Havia de certa forma mais calma na execução, e tempo para os acordes do piano respirarem diante do chão de arpejos que o baixo sentenciava. Graças às vassourinhas do Henrique tivemos um clima mais tradicional, e os quiques do piano respondiam o sax na parte B. A seqüência de acorde da parte B, é uma seqüência de dois dois cinco menores. O primeiro um Am7(b5) e D7(b9), resolvendo no Gm7, o segundo a mesma ocasião um tom a baixo, portanto, o Gm7 acaba se transformando em Gm7(b5), C7(b5) resolvendo dessa vez no F7M e retornando ao dois cinco pro riff A: No primeiro lance o Alexandre faz a melodia, mas depois não se recorda, por sorte o piano que virava e pulava por sobre os contratempos, reconheço embora assuma proposital o ato, de que, acertei que a melodia respondesse o complemento do tema com uma frase desses 3 acordes. Já o interlúdio final, acabou que o sax sugeria e o piano complementava o tema… o sax fixava o riff principal e o piano arpejava a melodia completa. Até que na queda final, quando na versão original o Gillespie solta frases rápidas, o Alexandre opta por suingar um solo macio . Os acordes todos foram superpostos, não repeti as inversões uma vez se quer, por isso ficou um ar flutuante para o clima dos arpejos do baixo. O alecandre por ora acelera suas frases e altera o suficiente para que na parte B o piano possa assumir algumas frases mais claras, já que até então só foi um comentarista da música. A abordagem do solo é um tanto quanto esquisita, porque opto por uma escala que o jazz não costuma usar, que é a menor harmônica, nesse caso do tom que estamos, Dm. A improvisação mistura as pentatônicas de Am, Dm e Gm e suas possibilidades blues e beepbop. Há um momento em que fico brincando com as possibilidades da menor melódica em seu intervalo com velocidade e por um momento dou um salto de Tonica e quinta… soa bem impactante, é uma parte que me agradou, fica entre 3:00 e 3:07. um salto que quebra a velocidade da menor harmônica, e depois alterações na escala em função do retorno a melodia. Foi muito bom ter gravado, há mais de um ano esse vídeo, e gostaria de gravar outros se possível, com a mesma proposta de levada e feeling. Alterando as harmonias originais, o ritmo, sem perder o caráter de nossa personalidade como músicos. O espaço é grande para todos, e o som não se propaga no vácuo, esse som foi uma tentativa de incentivo de criar algo novo, talvez algum dia as obras voltem a funcionar. O fim foi a volta ao tema, com a finalização da música no riff que começou com comentários do piano e a frase derradeira do sax, terminando no estalar de caixas do Henrique.
A Night in Tunisia quarta-feira, abr 29 2009
Músicas 9:15
ANJOS DA MÚSICA
1. Divinos Anjos da Música, que eu possa me render ao poder do ritmo. Que o som espiritual repique nos meus ouvidos, como um sino, para que eu possa me tornar um criador mental.
2. Cantam os pássaros e canta o mar, que eu possa compreender a Natureza, para criar música que leve os homens a se elevarem espiritualmente.
3. Que a beleza, o amor e o poder se expressem através de minha música.
Prezado Rodrigo,
Ouça: Yellowjackets – Wildlife
http://luizfelipemuniz.blogspot.com/2011/02/rio-das-ostras-jazz-blues-festival-2011.html
Apontado pelos críticos como um dos melhores festivais do gênero no país, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival chega à nona edição. De 22 a 26 de junho, uma seleção dos melhores instrumentistas e intérpretes da atualidade se apresentará nos palcos montados na Cidade do Jazz & Blues, em Costazul, na Praia da Tartaruga e na Lagoa do Iriry.
Devido a sua importância, o evento se consagrou definitivamente ao entrar para o calendário oficial de eventos da TURISRIO. A programação de shows trará artistas consagrados e será anunciada em breve. Como sempre todos os shows serão gratuitos e ao ar livre, com todos tendo acesso às apresentações.
O 9º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, além dos shows nos palcos de Costazul, Tartaruga e Lagoa do Iriry, conta também com um 4º palco na Praça de São Pedro. O novo palco se destinará a revelações e novos talentos do cenário do Blues e do Jazz nacional, dando oportunidades a mais e novos artistas do crescente cenário musical brasileiro. Isso comprova a constante evolução e crescimento do festival como evento e espetáculo.
O 9 º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival revela a sofisticação melódica do jazz e a força rítmica do blues. Serão cinco dias de shows gratuitos, com apresentações às 11:15 horas (Praça de São Pedro), 14:15 horas (Lagoa do Iriry), 17:15 horas (Tartaruga) e 20 horas (Costazul).
Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2011 (1)
Pouco a pouco as atrações deste ano do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival vão sendo confirmadas.
Iremos comentando aqui a medida que se aproximar a data do fantástico evento.
E já começamos bem com uma confirmadíssima: o grupo fusion americano Yellowjackets, um dos expoentes do Jazz-Rock que este ano comemora 30 anos de estrada!
A banda lança neste mês de março mais um disco em sua extensa produção: “Timeline”:
Release date: March 15, 2011
In music, time flies, styles unstoppably evolve, and bands come and go. But there are also rare stable, forward moving forces on the scene—one prime example in jazz being the Yellowjackets. As of 2011, this beloved eclectic, electro-acoustic jazz band that keyboardist Russell Ferrante and bassist Jimmy Haslip built celebrates the ripe, young but deep age of 30—a milestone commemorated with another powerful and heartfelt album, fittingly named Timeline.
ORAÇÃO CELTA
Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia da tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave olhar te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica só se sente.
Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças a Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!