O nada não existe. segunda-feira, abr 20 2009 

Acreditava um pergaminho medieval encontrado na Fraschetta

que determinada a existência pelas mãos do criador,

não poderia-se conceber um perfeito labor;

se algumas partes ficassem sem ser feitas ou à sarjeta.

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De tal forma, sustentava em um Latim eloqüente, muita veemência,

Concatenando a lógica com a clemência, a urgência com a prática.

A teoria difundia do saber difundido, e poesia é como a matemática,

As cegonhas traduziriam à vida – legada a infância à tradição de demência.

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Se Deus é perfeito, sustentava em vão sobre o vão o padre;

- O Nada não existe! o que diria sobre isso Jean Paul Sartre?

- “O vácuo é invenção científica, Fugaz brasão!”

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Se tudo é divino, tudo tem de prosseguir existindo,

Concomitante, do último instante aos primeiros dias.

O que desmentiu um só momento é fuga e é vão.

Pedra da magia sexta-feira, abr 17 2009 

Pedra da Magia

Havia uma pedra que se chamava Magia.

Havia, entre o caminho da testa à Peixoto,

Um ponto de encontro maroto,

Rodas de conversas, de frente ao esgoto,

Que na baia de vitória desaguaria.

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O esgoto continuaria a enegrecer a baia

Em baixo da terceira ponte triste

Sobre o vento sul forte e riste,

Despedaça ao olhar que insiste

A bela cena que ali havia.

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Hoje há o crescimento econômico em via

No lugar da pedra de passagem

Cimento, concreto e garagem

Um dia o que já foi uma margem

De um riacho que esgoto seria.

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Pois não atravessemos mais a magia

Que circulemos as rotas internas

Que sentemos a conversa em tavernas

que plagiaremos as letras eternas

que no meio do caminho uma pedra havia.

Praia da Costa sexta-feira, abr 17 2009 

Joga-te no mar com corpo suado,

Cansado de bola, o bom futebol.

É roxo ou dourado o rubro arrebol

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Sente o gelado do atlântico sul

Descer as entranhas do teu langor,

A alma entrando no mar chorou.

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O vento lá fora, é frio e direito,

O mar é macio, é mistério e calmaria,

A luz do calçadão reflete a maresia.

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Ao cair da noite, praticam esportes

Caminham a orla, os seus moradores,

Se sentam na areia jovens senhores.

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Quisera merecer amor da paisagem;

Belas jovens desfilam sorrisos,

Corpos, cabelos, olhares omissos;

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Montam perto dos barcos o comércio,

Passeando, comprando a orla se enche,

Desfilam na área a maioria crente.

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Quando olhamos o mar vemos a cena

Malucos caminham em cinco para a areia,

Caminham da asa delta até a sereia.

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A praia é rotina é vida e marasmo

É futuro e atraso, é nobre dilema:

Contemplar a praia ou culpar o sistema ?

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