Passeio de barco em Angra.

Rodrigo Nunes de Souza.

Sou Rodrigo Nunes de Souza, um admirador da inutilidade, da beleza e do prazer. Calma, não espere de mim com esses três adjetivos um maníaco pervertido; mas não esperem também que não o possa ser.

Diante do mundo, me comporto de maneira curiosa, provocativa, pragmática, formal, metódica, empírica, dionisíaca, e como poderia apesar de tudo, onírica e relevante.

Nada é tão importante que mereça que gastes minutos de sua respiração para alcançar um entendimento sobre algo que exponho.

Falo o que acho que deve ser falado, e falo porque pensei. Não sei de onde vem o pensamento, não sei se um dia saberei.

Às vezes me arrisco poeta, outrora escritor, músico; Freqüento utopias de ser cineasta ou atuar em curtas metragens alternativos.

Sou professor de Literatura, e Língua Portuguesa, e assuntos afins me interessam.

Penso que o verdadeiro artista não tem convicções éticas, apenas lida com a inutilidade e o belo.

Penso que o verdadeiro artista não faz arte para o público, mas faz público para a sua arte.

Penso que o verdadeiro artista não é omisso.

Penso que o verdadeiro artista é a sua obra.

Penso que o verdadeiro artista é renovador.

Penso que sou o que penso, portanto, não pense nada de mim, já que nem eu nisso penso.

Apenas se quiser contemplar o prazer da leitura, da contemplação da sensibilidade;

Eu sou o lobo.

(Não confundam com o Lobão).